sexta-feira, 19 de novembro de 2010

PATRIOTA - PARA CONHECIMENTO E REFLEXÃO.

Amigo associado

Em homenagem ao Dia da Bandeira que infelizmente não é lembrado por grande parte da população brasileira transcrevemos abaixo uma mensagem a nós enviada.

Infelizmente poucos são aqueles que reverenciam esse nosso símbolo, a Bandeira Nacional representa os altos valores de patriotismo, de lealdade de honra existente nos bons brasileiros, aqueles querem um Brasil, coeso, soberano, livre, democrático e que estão dispostos a defender nossa Pátria e seu território contra o inimigo hostil, que a tempos tenta dominar nosso governo e nossas instituições. A carta que retransmitimos traduz a atitude de um Brasileiro que tomou a si as rédeas de defender a permanência do símbolo máximo, que os comunas queriam retirar, da Praça dos Três Poderes.

Que esse ato seja um exemplo, um incentivo para que todos os Brasileiros democratas tomem atitude igual quando o pais, a nação for vilipendiada pelos apátridas.

Abraço fraterno

Castello Branco

UM PATRIOTA

Documento histórico

HOJE É O DIA DA NOSSA SAGRADA BANDEIRA AO MEIO DIA, EM TODOS OS QUARTEIS, A BANDEIRA SERÁ REVERENCIADA. CONTINÊNCIA À PÁTRIA E AO DR AMÈRICO CHAVES.

GRUPO GUARARAPES

Repasso para seu conhecimento por tão patriótica atitude.

Saudações,

Documento histórico

Caros amigos

Para ler do início ao fim. Exemplo de patriotismo silencioso!

O documento em anexo, também de autoria do AMÉRICO CHAVES, é um grande lamento que precisa ser amplamente difundido. Precisamos aproveitar o 19 de NOV para fazê-lo!

Prezado General Casteliano de Lucena.

Você sempre foi um amigo, um patriota, mas quero lhe dizer, que quando um simples advogado que ama esta país ACIMA DE TUDO, defende os Símbolos desta Pátria Amada, não merece o destaque que você quer dar a esta atitude.

Isto é a obrigação de todos os brasileiros. Morrer se preciso for pela
Pátria Amada. Apenas recorri a JUSTIÇA de meu país, para impedir a queda em território nacional, do maior símbolo erguido na Capital da República (Praça dos Três Poderes em Brasília) onde um Governador Nomeado e um arquiteto, queriam por abaixo o maior Símbolo da Pátria. O Mastro da Bandeira Nacional de Brasília.

Todo o mérito deste impedimento em não ver quedar o Majestoso Mastro erguido, devo ao Poder Judiciário, que entendeu em boa hora, este entendimento pleiteado por um simples advogado do Rio de Janeiro, que se insurgiu a tamanho desrespeito. Ao Poder Judiciário é que devemos a nossas homenagens.

Não quero, porém, deixar de dar as informações que solicita. Retransmito os fatos acontecidos à época, os guardo com carinho, e orgulho pela decisão conferida. Esta é a história.

Diante as inúmeras ameaças, do Governador do Distrito Federal, José
Aparecido de Oliveira, apoiado pelo Arquiteto Oscar Niemayer, na mídia
escrita, falada e televisionada, foi anunciada a derrubada do Majestoso
Mastro erguido na Praça dos Três Poderes, em Brasília, pelos seguintes
motivos:

1 - Era o símbolo da Ditadura Militar;

2 - Era o Símbolo da opressão política;

3 - Com a sua derrubada, construiriam ali um Monumento para abrigo das homenagens ao Guerrilheiro Lamarca e outros guerrilheiros, que lutaram pela "redemocratização do Brasil".

Diante as alegações do Governador José Aparecido. procurei saber qual a finalidade da construção do Majestoso Mastro, que era da égide do Governo Federal, por lei, ou seja, este Monumento estava sob a guarda do então Presidente da República, José Sarney, logo, o Governo do Distrito Federal, não poderia derrubar um Monumento, sem a devida aquiescência do Presidência da República.

Após esta comprovação, enviei ao Presidente Sarney, carta declarando que diante as ameaças do Governador do Distrito Federal, eu, cidadão brasileiro, entraria com Ação Judicial para impedir o desrespeito em ver tombar o Pavilhão Nacional, maior símbolo da Pátria, em terras brasileira.

Três dias após, recebi em meu escritório, ligação telefônica de um Coronel lotado da Casa Militar da Presidência, pedindo um encontro para falar sobre o problema por determinação do Presidente Sarney, o que imediatamente me coloquei à sua disposição.

O Cel, chegou ao meu escritório às 11:00 do dia seguinte, para expor o
seguinte problema: O Presidente Sarney, primeiro mandatário da Nação, na qualidade de civil, pós abertura política, estava preocupado com a Ação Judicial que seria distribuída por mim, pois esta atitude poderia influenciar no bom convívio entre o Poder Militar e o Poder Civil que estava se implantando, de forma democrática.

Disse ao Cel. Representante do Presidente, as seguintes palavras:

Se o Presidente Sarney me assegurar que o Mastro da Bandeira Nacional
erguido na Praça dos Três Poderes, não será derrubado, eu não distribuirei a Ação para sua mantença.

No dia seguinte, ligou-me o Cel, da Casa Militar do Presidente, dizendo:
Falei com o Presidente Sarney, ele me disse que transmitisse ao Senhor, que não haverá a derrubada do Mastro. Respondi: Se o Presidente me assegura que o Mastro não será derrubado, não lhe vou causar constrangimento entre o Poder Civil, e o Poder Militar. Não distribuirei a Ação Judicial para manutenção do Mastro.

Um ano após este compromisso firmado, a carga para derrubada do Mastro voltou a mídia, com dia e hora marcada para derrubada do Mastro, ou seja dia 19 de novembro.

Indignado com a quebra de palavra do Presidente da República, liguei para o Cel. do Gabinete Militar da Presidência, dizendo-lhe: Coronel. O senhor me disse, que o Presidente lhe assegurou, que o Mastro da Bandeira Nacional da Praça dos Três Poderes não seria derrubado pois, a lei o colocava sob a égide da Presidência da República, e que ele não daria permissão para sua demolição. Como então, verbedeia o Governador marcando dia e hora para sua derrubada?

Respondeu-me o Cel -. Acontece, que pelo Decreto Presidencial recentemente publicado em D.O. a égide do Mastro passou para responsabilidade do Governador do Distrito Federal.

Respondi-lhe: Cel, já presenciei covardias neste meu tempo de vida, mas
partindo do Presidente da República sou debutante. É colocar lobo em
galinheiro alheio. Estou seguindo para Brasília para distribuir a Ação
Popular na tentativa de obstar, tanta torpeza política e, ideológica.Trata-se da Bandeira Nacional.

Meus sentimentos a todos o brasileiros por possuir um presidente com "p" minúsculo. Parti para Brasília, no dia seguinte, para Distribuir a AÇÃO CAUTELAR INOMINADA DE AÇÃO POPULAR, com pedido de liminar para obstar a queda do Mastro que sustenta a maior bandeira do mundo, (286 m2) que é símbolo de Brasília, e orgulho de todos os brasileiros de boa fé, amor à Pátria, representada por seus símbolos.

Em 26 de agosto de 1986, o Poder Judiciário de Brasília, concede a Liminar, obstando a derrubada do Majestoso Mastro, da Praça dos Três Poderes, em matéria publicada no Jornal O GLOBO datado de 21/08/1986. Em anexo.

Em, 05/09/1986, o Correio Brasiliense, publicou sob o título, "ADVOGADO QUER MANTER O MASTRO" matéria sobre o fato, em anexo.
Em, janeiro de 1987, o Jornal Letras em Marcha, publica reportagem de
autoria do General-Exercito Arnaldo José Luiz Calderali, em estudo do quanto perderia o Estado Brasileiro, com a derrubada do Mastro da Praça dos Três Poderes, se o objetivo do Governador, fosse levado a efeito, após a Sentença proferida pelo ilustres Desembargadores, em recurso promovido pelo Governador de Brasília, derrotado mais uma vez.

No dia 19 de novembro, (Dia da Bandeira) data marcada para a derrubada do Mastro, rumei para Brasília, presenciei a mais torpe das vinganças pelo desafeto da Ação Judicial impetrada:

Não havia sequer uma homenagem à Bandeira naquele local. Fiquei magoado e triste, pois ao pé do Mastro existe uma placa dizendo: " SOB A GUARDA DO POVO BRASILEIRO..." .TOMEI A SEGUINTE DECISÃO, NO LOCAL AOS PÉS DO MASTRO.

Escrevi em lágrimas no avião retornado ao Rio de Janeiro o que se segue, mas lá deixei um táxi de flores, onde eu, o taxista e uma guarda do monumento, cantamos o Hino à Bandeira, "BANDEIRA DO BRASIL, NINGUÉM TE MANCHARÁ, TEU POVO JUVENIL ISTO NÃO CONSENTIRÁ...", homenageando o MAIOR SÍMBOLO DE NOSSA AMADA PÁTRIA BRASILEIRA, ornamentada e prestigiada por só brasileiro,
representando todos os nacionais que aqui vivem em democracia plena.
É a Justiça de meu país, a quem cabem todas as homenagens.
Quero, porém também agradecer, a Academia Brasileira de Letras, ao Instituto dos Advogados Brasileiros, as Forças Armadas Brasileiras, que embora se mantivessem em silêncio, quanto a decisão do Presidente, individualmente, por seus representantes davam-me o conforto com apoio moral, finalmente, aos companheiro da Escola Superior de Guerra, e da Associação dos Diplomados da Escola Superior de Guerra- ADESG. Aos que se omitiram o meu desprezo.

Obrigado eternamente, aos verdadeiros patriotas.

Américo Chaves Ex-Presidente da Liga de Defesa Nacional

Ex-Presidente da Associação dos Diplomados da Escola Superior de Guerra
Membro Efetivo do Conselho Superior da ADESG

Presidente do CEPEN

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