Ex-aluna do Colégio Militar, moradora de São Gonçalo, de 18 anos, é a única brasileira selecionada este ano para estudar numa das melhores universidades do mundo. Ela terá bolsa integral para se formar em Engenharia.
POR RICARDO ALBUQUERQUE, RIO DE JANEIRO
São Gonçalo - Uma gonçalense de 18 anos é a única estudante brasileiro aprovada para estudar na Universidade de Harvard, no EUA, este ano. E com bolsa integral. A façanha de Flávia Medina da Cunha é considerada tão especial que será tema de palestra de orientadores educacionais, hoje de manhã, no auditório do Colégio Militar do Rio de Janeiro, na Tijuca, onde ela cursou o Ensino Médio.
Na mesma época dos exigentes exames para Harvard, ela passou nos vestibulares da UFRJ, UFF e Uerj e na prova de admissão da Academia da Força Aérea (AFA). “Estudei tantas horas que perdi a conta de quantas”, confessa Flávia, que vai cursar Engenharia Química. Ela já havia começado o curso na UFRJ.
Fã da obra de Machado de Assis, ela precisou se debruçar sobre livros especializados na cultura norte-americana. Flávia obteve ainda 90% de bolsa na Universidade da Pensilvânia. “Fiquei na lista de espera da Yale University, Duke University, Rice University e Tufts”, enumerou Flávia, cujos dois irmãos estudam na Escola Naval. Os pais, que são professores, estão orgulhosos, mas não escondem a preocupação. “O coração está apertado, mas ela é perseverante e carismática”, conta a mãe, Gilza da Cunha, 57 anos.
Em Harvard, a estudante terá alojamento, refeição e receberá US$ 3 mil (R$ 5,3 mil) por mês, além da oportunidade de emprego no campus. Flávia embarca hoje à noite no vôo 860 da United Airlines. Na bagagem, a bandeira do Brasil e a medalha de Santo Antônio. No coração, a saudade de casa. “Não vou chorar”, avisa Flávia.
Carreira que Flávia vai cursar custa R$ 92,5 mil por ano
“Muita gente sonha em ir à Disney e realiza o sonho. Por que não sonhar em aprimorar os conhecimentos no exterior?”, lança o desafio o gerente de pesquisas do escritório da Harvard no Brasil, Tomás Amorim. Interessados em vaga na universidade em que estudou o presidente dos EUA Barack Obama devem acessar. É necessário fluência em inglês. Cursos como de Flávia custam R$ 92,5 mil por ano.
Colaborou Flávia Salme.
Fonte: “O Dia” - Resenha do C Com S Ex de 20 Ago 2009
As mais recentes denúncias sobre as estripulias do senador José Sarney estão longe de ser as últimas e apontam na mesma direção de todas as anteriores: a privatização de recursos e espaços públicos em benefício próprio. Ou de sua família. E o desprezo às leis do país. Senão vejamos.
Distraído, Sarney não reparou que recebia mensalmente R$ 3,8 mil de auxílio-moradia, mesmo tendo mansão em Brasília e tendo à disposição a residência oficial de presidente do Senado. Culpa da burocracia do Senado.
Distraidíssimo, Sarney esqueceu de declarar sua mansão de R$ 4 milhões à Justiça Eleitoral. Culpa do contador.
Precavido, requisitou seguranças do Senado para proteger sua casa em São Luís – embora seja senador pelo Amapá. Milionário (embora o Maranhão continue paupérrimo), não empregou duas sobrinhas e seu neto em suas inúmeras empresas. Preferiu que se empregassem no Senado.
Milionário generoso, não quis deixar a viúva de seu motorista ao relento. Empregou-a para servir cafezinho no Senado, em meio expediente, com salário de R$ 2,3 mil. Ah, e alojou-a em apartamento na quadra dos senadores.
Generoso, não impediu que seu outro neto fizesse negócios milionários com crédito consignado no Senado.
Ainda generoso, entendeu que um agregado da família deveria ser também empregado como motorista do Senado – salário atual de R$ 12 mil – mas trabalhando como mordomo na casa da madrinha, sua filha e então senadora Roseana Sarney. Aliás, Roseana considerou normal convidar um grupo de amigos fiéis para um fim de semana em Brasília – com passagens pagas pelo Congresso.
Seu filho, Fernando Sarney, o administrador das empresas, que sequer é parlamentar, considerou normal ter passagens aéreas de seus empregados pagas com passagens da quota da Câmara dos Deputados.
Patriarca maranhense, ocupou as dependências do Convento das Mercês, jóia do patrimônio histórico, e ali instalou seu mausoléu. O Ministério Público já pediu a devolução, mas está complicado. Não é um fofo?
Um dos mais recentes escândalos cerca justamente a Fundação José Sarney, que se apoderou das instalações do Convento das Mercês. Consta que R$ 1.300 mil captados através da Lei Rouanet junto à Petrobrás, para trabalhos culturais na Fundação José Sarney foram... desviados. Não há prestação de contas, há empresas-fantasmas, notas fiscais esquisitas. Enfim, marotice, para dizer o mínimo. Mas Sarney alega que só é presidente de honra da Fundação. Culpa dos administradores.
E o escândalo mais recente (na divulgação, não na operação): Sarney seria proprietário de contas bancárias no exterior não declaradas à Receita Federal. Coisa do amigão Edemar Cid Ferreira, amigão também da governadora Roseana Sarney a quem, dizem, costumava emprestar um cartão de crédito internacional. Coisa de gente fina.
Em suma, acompanhando as peripécias de José Sarney podemos revelar as entranhas do coronelismo, do fisiologismo, do clientelismo. Do arcaísmo.
Tudo isto demora a morrer. Estrebucha, solta fogo pela venta. Mas um dia desaparece. Tal como os dinossauros.
Lucia Hippolito é cientista política, historiadora e jornalista, especialista em eleições, partidos políticos e Estado brasileiro. É comentarista política da Rádio CBN, da GloboNews, da CBN Rio e colunista do jornal O Globo. Conhece como poucos a história política do Brasil.
Quem não tomou conhecimento do assunto. Foi publicado no jornal O Globo.
Assunto: DIREITO AO PORTE DE ARMA PELOS MILITARES INATIVOS.
Data: 06 Aug 2009 "Informo a todos que um Cel ref do EB (Infantaria) teve a sua arma apreendida numa blitz policial, sendo o mesmo conduzido à delegacia de polícia.
Armou-se a confusão e a coisa virou um processo judicial.
Bem, para encurtar o assunto: a sentença do juiz inocentou o referido colega, baseando-a no Estatuto dos Militares, conforme cito a seguir:
" o art 50, inciso IV, alínea" q", da lei 6880/80, determina como sendo direito dos oficiais, ativos e inativos, o porte de arma, com a ressalva de não ser permitido nos casos de reforma por alienação mental, condenação em crimes contra a segurança do estado ou por atividades que desaconselham aquele porte."
Considera ainda que o Estatuto do Desarmamento não pode anular ou revogar o Estatuto dos Militares, (que inclusive lhe é anterior.)
Então, com base no art 386, inciso III do Código de Processo Penal, o juiz julgou improcedente a ação movida contra o referido oficial, absolvendo-o das condutas ilícitas que lhe foram imputadas ( art14 caput, da lei 11 343/2006)- ( Desarmamento). Sentença dada em 10 de novembro de 2008. "
PS- Este é um assunto que merece ser divulgado para conhecimento do maior número de colegas não fardados, que podem se encontrar em dúvida quanto a um direito legítimo que a lei nos concede e que o "desgoverno" pretende nos tirar com uma legislação facciosa e de legitimidade discutível (O Estatuto do Desarmamento).
Fonte: Resenha do C Com S Ex - Domingo, 16 Ago 2009
Lamentamos o falecimento de mais um Velho Guerreiro o Cel Cav Ref CARLOS JOAQUIM DA FONTOURA RODRIGUES, nesta madrugada no Hospital Santa Rita, da Santa Casa, em Porto Alegre.
Será cremado no Crematório Metropolitano, ainda hoje, dia 15 de agosto, em horário ainda não divulgado.
Da turma da AMAN de 1948, era irmão do Gen JOSÉ APOLÔNIO DA FONTOURA RODRIGUES.
Residia em Livramento, onde alguns anos atrás (2007), impediu que a malta do MST arriasse a BANDEIRA NACIONAL, hasteada no mastro do Banco do Brasil, para substitui-la pelo pano daquele pretenso "movimento social".
Deixa esposa, irmão, filhos, netos e bisneta.
A sua família, parentes e amigos as nossas mais profundas condolências.
Que o Grande Arquiteto do Universo o receba com as honras de estilo.
“Maior servidão é mandar homens, que servi-los.” (Padre Antônio Vieira, 1608/1697, nascido em Portugal, viveu por muito tempo no Maranhão).
LIONS CLUBE DE BLUMENAU-SC
MANIFESTO À NAÇÃO
O sentimento da população brasileira para com a política e os políticos é de profunda indignação e revolta. Infelizmente os desmandos são de tal ordem e número que, além deste sentimento de frustração, as pessoas parecem estar anestesiadas. O Lions Clube de Blumenau Centro, com 53 anos ininterruptos de serviços prestados à comunidade, tem, entre seus objetivos, o estímulo ao patriotismo. Conta até hoje em suas reuniões com alguns dos seus fundadores, forma um grupo preocupado com o Brasil e também se sente atingido por esta indignação, que é notória nas ruas. Em vista disso elaborou o presente manifesto, a ser divulgado de todas as formas e por todos os meios possíveis, objetivando despertar o país da letargia e reverter o quadro lamentável que se espalha entre os brasileiros responsáveis. Ainda que os índices econômicos possam aparentar uma certa tranquilidade, ela é ilusória, na medida em que padrões éticos estão sendo vilipendiados diuturnamente nos mais variados níveis da administração pública. Eles são tanto mais graves, quanto mais próximos da esfera federal. Escândalos de toda ordem, desde malversação do erário, favorecimentos pessoais espúrios, espírito corporativista intoleravelmente reprovável, aumento absurdo no número de cargos e atitudes antiéticas deixaram de ser exceção, para virarem regra. Nem bem um escândalo é divulgado, outro lhe toma o lugar, gerando na população, por esta sequência regular e continuada, aquele sentimento de impotência e letargia referido anteriormente. Parecemos todos zumbis estáticos, observando os fatos sem reagir, descrentes de mudanças positivas. Não se trata de reivindicar um simples e utópico processo de distribuição de renda, de criticar irresponsavelmente a livre iniciativa ou de levianamente censurar bons salários aos administradores públicos competentes. Trata-se de encontrar um modelo mais comedido, em que o cidadão trabalhador não fique estarrecido ao verificar que o que percebe de rendimento em toda uma vida é pago a alguns funcionários públicos e parlamentares em questão de poucos anos, quando não alguns meses, sob as mais variadas denominações! Ainda que fosse somente pelo fato de não carregarmos na consciência a censura de nossos filhos e netos pela nossa omissão e pelo nosso silêncio, e não pelo patriotismo em si, hoje tão pouco em voga, nós, membros do Lions Clube Blumenau Centro, sentimos ter chegado o momento de levantar a voz, pacífica mas energicamente. Este manifesto não pretende ser um brado irresponsável, uma palavra de ordem surrada ou um grito oportunista, que são os adjetivos tantas vezes usados pelos poderosos para abafar os protestos dos insatisfeitos. Ele pretende ser um alerta, um chamado ao despertar, um incentivo à formação de cidadãos que, além de emprego e trabalho, sintam orgulho dos líderes que conduzem através do seu voto aos cargos públicos, dos mais altos aos mais baixos, delegando-lhes poderes para fazer honestamente o melhor pelo país, pela sociedade, pela comunidade. O Lions Clube de Blumenau Centro está preocupado com a violência já não mais restrita aos grandes centros e que avança dia a dia, alcançando índices alarmantes. Está preocupado com a educação, na qual, sob um distorcido conceito de liberdade, os alunos estão agredindo os professores, as drogas estão sendo consumidas por nossa juventude à luz do dia e diante da polícia, trazendo em seu rastro a criminalidade crescente, apenas para citar alguns exemplos. Os parlamentares estão legislando cada vez menos, porque preocupados em acusar adversários ou em defender-se de acusações, brigando por cargos e benefícios, dando as costas àqueles que juraram defender. Reclamam do Executivo quando este governa com medidas provisórias, mas não têm coragem de simplesmente rejeitá-las, temerosos de que com isso seus apadrinhados sejam prejudicados nas inúmeras nomeações que irão favorecer este ou aquele partido e assim perpetuar as benesses que aparentemente passaram a ser o objetivo principal e imediato de suas ações. Não menos preocupante é o quadro do Poder Executivo em seus vários níveis, pois se vale exatamente deste poder de nomeações e da famigerada “caneta na mão” para manter em rédea curta o Congresso. Nele os parlamentares assemelham-se a sócios lutando por objetivos comuns, embora condenáveis e distantes das necessidades da população. Triste é também a situação do Judiciário, que, embora dispondo hoje de toda a tecnologia da informática, acumula nos gabinetes os processos cujas decisões o cidadão ansioso espera por anos, às vezes décadas. Ilustra bem este quadro a recente divergência manifestada de forma agressiva e lamentável entre os ministros da mais alta corte, o Supremo Tribunal Federal, minando a confiança das pessoas na última instância a que podem recorrer quando têm seus direitos ameaçados ou agredidos. Se a democracia está sustentada nestes três poderes e estes estão tão comprometidos em sua ação efetiva e em seu comportamento ético, fácil é concluir que quando o fundamento é frágil, a estrutura que ele sustenta também se fragiliza e ameaça ruir. Não foi para isso que a democracia foi defendida a alto preço em passado recente. Simplesmente tratar desiguais com igualdade não é democracia, é anarquia! A classe dirigente não pode ser apenas uma elite intelectual. Isso é pouco! Ela tem de ser, antes disso e mais que isso, uma elite moral. Um bom serviço eventualmente prestado no passado por algum político não autoriza e nem pode servir de atenuante para que ele cometa deslizes no presente. Napoleão já dizia que “Toda indulgência para com os culpados revela conivência.” Assim como não se pode exigir que um filho imaturo seja exemplo para seus pais, mas sim o contrário, da mesma forma não se pode jogar nas costas da sociedade a responsabilidade pelo pouco caso que seus dirigentes têm para com a coisa pública, impingindo-se a ela, sociedade, a culpa por suposta falta de critério na escolha dos candidatos eleitos. Esta é uma forma ardilosa, perversa e demagógica de pulverizar a responsabilidade por má conduta, tirando-a dos ombros dos dirigentes para espalhá-la comodamente sobre os ombros dos dirigidos. O objetivo do presente manifesto é, finalmente, despertar na opinião pública, nos clubes de serviço, órgãos representativos, imprensa e comunidade em geral, um clamor para que apareçam sugestões de procedimentos mais éticos e reformas estruturais. Folha corrida limpa para candidatos a cargos públicos? Eliminação ou restrição drástica de comissionados? Redirecionamento das prioridades do país? Assembléia Nacional verdadeiramente “Constituinte” e não simplesmente com poderes constituintes como foi a de 1988? A Constituição “cidadã” efetivamente logrou promover a verdadeira e autêntica cidadania? Manteve equilíbrio entre direitos e deveres? São perguntas ilustrativas que este manifesto, num primeiro momento, deixa no ar, para reflexão. A nossa associação não tem receitas prontas para que esta mudança urgente e inadiável se concretize. Ela deseja sim, juntamente com outras entidades, participar com sugestões. Mas, cabendo originalmente ao Congresso articular as mudanças positivas, é lá que deve acontecer a mudança em primeiro lugar.
O Lions Clube de Blumenau Centro, através deste manifesto, busca o apoio de tantos quantos o lerem e concordarem com ele para que, formada uma corrente de ética, moralidade, cidadania e transparência, se dê um basta a esta torrente de escândalos. Que comecemos todos nós, brasileiros de bem, a construir um país melhor, mais humano, íntegro e civilizado, dirigido por pessoas das quais possamos nos orgulhar e não nos sentirmos profundamente envergonhados, como hoje acontece. Que nos sirva de inspiração, incentivo e fecho deste manifesto a seguinte frase do escritor e analista econômico e político sul-africano, Leon Louw: “Se conseguirmos fazer avançar a multidão na direção certa, os políticos não terão outra alternativa senão sair à sua frente.”
Blumenau, SC., Julho de 2009.
Hézio Araújo de Souza Presidente 2009/2010 A utilização, divulgação e reenvio do manifesto são livres, citada a fonte.
Segundo conceito de Balzac, "Há duas histórias - a história oficial, mentirosa, que se ensina, a história “ad usum Delphini”; depois, a história secreta onde estão as verdadeiras causas dos acontecimentos, uma história vergonhosa". O texto abaixo pode estar desvendando uma pequenina parte da segunda história ...
Após extensas negociações diplomáticas, em 1825 D. Pedro I obteve o reconhecimento
de nossa independência pela Inglaterra e Portugal. O fato daria uma importância extraordinária ao desfile cívico daquele ano, no Campo de Santana, a ser aberto pela tropa dos temidos mercenários alemães.
Aqui cabe explicar: as nossas forças militares eram formadas por portugueses e, após a nossa independência, o Imperador não podia mais confiar neles. Daí contratou centenas de mercenários alemães que estavam desempregados com o fim das guerras napoleônicas. Eles foram instalados no quartel do Campo de Santana e na velha fortaleza da Praia Vermelha.
Al¦ém de truculentos, esses soldados era insubordinados e bagunceiros, dando mais prejuízo que segurança ao País. O mais esculhambado deles era justamente o comandante do quartel da Praia Vermelha, Major Von Ewald. Amigo pessoal de D. Pedro I era seu cúmplice nas esbórnias noturnas que promoviam nas tavernas da cidade. Alcoólatra e falastrão, Von Ewald se apaixonara por uma famosa e rica prostituta - Gertrudes - que morava numa luxuosa chácara na Praia de Botafogo.
De início, Gertrudes delicadamente o repeliu e então Ewald resolveu demonstrar seu poder e autoridade: passou a organizar desfiles das tropas alemães diante da casa dela. Seduzida por tal devoção, a prostituta cedeu aos desejos do Major - certos autores identificam aí a origem da expressão "topou a parada", que passou a ser usada primeiramente em tom de galhofa e depois se integrou ao nosso vocabulário popular. Mas para se tornar amante regular de Ewald, a rameira exigiu uma outra prova de amor...
No dia do desfile da Independência, todas as autoridades e milhares de pessoas assistiam à tropa dos alemães entrar garbosa no Campo de Santana, trajando seu uniforme de gala, quando ocorreu a estupefação geral. No lugar do pavilhão nacional, a bandeira do Brasil ostentada pelo batalhão, pendia um apetrecho nada cívico: as cintas-ligas de Gertrudes, ali colocadas por Von Ewald como prova de amor a sua exigente meretriz.
Após o desfile, D. Pedro I mandou prender Von Ewald, rebaixou-o de posto e o sentenciou a uma surra de vara (costume da época). O alemão chegou a fugir, mas logo foi recapturado. Poucos dias depois, o imperador o perdoou e tudo voltou a ser como antes, inclusive as bacanais e porres da dupla. E não podemos esquecer que o imperador mantinha com dinheiro público duas amantes: a Marquesa de Santos e sua irmã, a Baronesa de Sorocaba. Não seria ele quem iria querer moralizar coisíssima nenhuma.
Nota- Naquela época o desfile cívico de comemoração da Independência não era realizado em 7 de setembro, mas em 12 de outubro - data da Aclamação do Imperador
GRANDE LOJA MAÇÔNICA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL Fundada em 08 de janeiro de 1928. Av. Praia de Belas 560 – Fones: (51)3211-0088/3211-0535 – Fax (51) 3211-1045 CEP 90110-000 Cx.P.683 – Porto Alegre/RS – Brasil – E-mail: glojars@glojars.org.br Integrante da CMSB e da CMI
MANIFESTO DE SANTA CRUZ DO SUL
Estamos vivenciando a pior das crises de nossos tempos. Nossa nação é espoliada e grande parte da população está desanimada, frente à continua e histórica prática de alguns políticos. A política – arte constitucional de transformar e melhorar as condições de vida da população – é considerada por muitos a arte da mentira e da fraude. A sociedade a muito espera uma manifestação dos mações frente a este caos social. Pois bem, neste Manifesto de Santa Cruz, nós, maçons, vimos responder aos anseios de nossa população. Até quando aceitaremos que pessoas mal intencionadas, não comprometidas com o bem-estar geral da Nação, continuem administrando e governando de forma irresponsável os rumos de nossa pátria? Até quando assistiremos esses senhores cometerem as mais absurdas medidas? Passam-se os anos, e o nosso povo continua analfabeto, sem emprego, com fome e morrendo nas filas do SUS, nossos aposentados sofrendo nas filas intermináveis do INSS. Não se admite que faltem médicos nos hospitais públicos e sobrem funcionários e serviçais de políticos pagos com o dinheiro de nossos impostos. Nós, maçons, não aceitamos que uma lacuna jurídica reconduza a seus postos agentes públicos condenados por corrupção. Em Brasília, a conhecida prática de renuncia ao mandato para não perder futura elegibilidade não pode mais ser aceita! Somos agentes da história. Conclamamos a todos que acreditam que a nossa Nação não pode ser mais surrupiada a caminhar conosco, em busca da volta dos princípios basilares da Honestidade, Ética e Verdade. Sociedade! Nós, maçons, homens livres, de bons costumes, estamos caminhando e defendendo a causa de nosso Brasil. Esperamos que nossas palavras não se percam com o vento, e sim encontrem eco nos corações e mentes de todos os verdadeiros brasileiros, participando conosco deste momento, da mesma maneira como no passado. Nós, maçons, estamos dispostos a contribuir para a história de nosso querido Brasil. O Brasil não é para poucos, e sim para todos os brasileiros! O mundo depende daqueles que acreditam na beleza de seus sonhos. Sonhemos um novo Brasil!
Manifesto gerado na 121ª ASSEMBLEIA GERAL ORDINÁRIA da Grande Loja Maçônica do Estado do Rio Grande do Sul – Santa Cruz do Sul, de 3 a 5 de julho de 2009. Presentes mais de 150 Lojas, aproximadamente mil maçons.
Gilberto Moreira Mussi Grão-Mestre Grande Loja Maçônica do Rio Grande do Sul
A firma do responsável está reconhecida na forma da lei
Fonte: JORNAL Zero Hora de 17 de julho de 2009 – Caderno de Economia Pág 30
Esse Blog tem como objetivo: divulgação de atividades; homenagear pessoas; informar e esclarecer o público interno; expor idéias e opiniões; debates (ofensa, agressão e discriminação não serão toleradas), mantenha o nível mesmo que a sua opinião seja contrária a do outro.
“Se perguntarem: Quantos sois vós? Respondereis: Somos um só.” Maçonaria do Brasil